Liderança
| On 5 anos ago

Um ambiente saudável no trabalho

Ambiente saudável

O ambiente corporativo não precisa ser nem sério nem descontraído demais. Precisa, sim, ter equilíbrio e harmonia para atender a todos os funcionários para ser considerado saudável.

Alguns pontos entram nesta equação, e vão desde contratação e salário justos até o acolhimento de diferenças. Tudo isso influencia na qualidade de vida dentro e fora do escritório.

Para falar sobre o assunto, convidamos a psicóloga Anand Pretti, especializada em psicologia organizacional. Vem com a gente!

Unidos, venceremos!

Em uma contratação, a via é de mão dupla: enquanto a empresa busca uma pessoa competente para executar determinadas funções, o possível novo colaborador deve buscar saber a respeito do local de trabalho e garantir que sua experiência seja positiva.

Algumas tarefas para anotar: esclarecer as questões de departamento pessoal, como “detalhes sobre o salário, datas e formas de pagamento; benefícios e se serão descontados do salário bruto; se há recesso coletivo e quando, e também se o funcionário pode tirar férias parceladas ou não; quais ações o departamento de Recursos Humanos (RH) promove para o bem estar de todos; como a empresa lida com as relações interpessoais”, entre outras questões, segundo Anand.

Desenvolvimento profissional

Desde a contratação, é preciso pensar na carreira do funcionário para que a motivação se mantenha sempre em dia – afinal, acordar cedo é mais fácil quando estamos felizes, certo?

O profissional de RH, junto ao gestor direto de quem for contratado, deve especificar tudo que for possível para a vaga, assim encontrando o profissional mais apto. É preciso questionar, por exemplo, se a rotina é operacional ou criativa, permitindo assim que a pessoa dê o seu melhor e não perca a produtividade.

Os benefícios também fazem toda a diferença para a boa vida do funcionário. Que tal, além de incluir convênio médico, fazer uma parceria com uma academia para incentivar os cuidados além do horário de trampo? Afinal, sabemos que o bem-estar é uma soma de fatores na vida de todos. “Os funcionários de uma empresa, da faxina à diretoria, são pessoas que oferecem seu tempo, conhecimento e habilidades para produzir a mais valia da empresa, em troca de remuneração financeira. É um direito humano o acesso a médicos, educação e à família”, explica Anand.

Acolher bem, que mal tem?

Desenvolvimento pessoal

Como dito acima, é preciso eleger o perfil correto para cada tipo de vaga: não ajuda ninguém se um criativo for colocado em posição operacional – e vice-versa.

Poder crescer é essencial para o entusiasmo cotidiano de um pregador de serviços – e reflete diretamente no seu bem-estar.

Uma ideia é estabelecer, no ato da contratação, um plano de carreira palpável para ambas as partes, e que ofereça benefícios atraentes.

O ambiente de trabalho deve unir pessoas em um coleguismo saudável. Aqui, é possível empregar a cultura organizacional – eventos e festas que reúnam todos para além das baias do escritório incentivam a convivência e inclusão de forma saudável.

Quanto mais qualidade de vida houver dentro da empresa, mais autônomos serão os funcionários.

Saúde física e mental

Anand é enfática ao ressaltar que é preciso ouvir as pessoas, acolher e oferecer soluções. “Liberar horários para uma mãe ou pai poder levar o filho ao médico, levar para respirar e conversar e até acompanhar no médico durante uma crise de ansiedade, oferecer home office para uma mulher na TPM” e assim por diante. “Tudo isso diz respeito a olhar cada indivíduo como um universo particular, que tem necessidades individuais”.

É preciso se cuidar, já que vivemos no tempo em que o “burnout”, ou excesso de stress, ou estafa mental, acaba de ser classificado como uma doença – e não queremos levar nada disso para a nossa vida, não é mesmo? Além disso, não deve ser vergonha ter uma doença crônica – a empresa pode e deve te atender!

Anand lembra que as pessoas doentes, com diagnóstico físico ou psicológico, vão mais ao médico, e podem precisar de afastamento para se recuperar. Assim como “pessoas com necessidades especiais, às vezes, precisam que o ambiente físico esteja adaptado à elas”, explica.

A empresa deve respeitar, aceitar e contribuir para que “cada um se sinta digno para executar essa dinâmica, que é a troca de serviço por dinheiro”.

Um assunto tão comum e polêmico nos dias atuais diz respeito a jornada de trabalho de oito horas diárias, dificilmente respeitada por empreendedores e a equipe, que não consegue estabelecer limites.

“Mesmo que as empresas ofereçam recreação, alimentação e outros subterfúgios para mascarar jornadas de trabalho extensas, até o mais empolgado e saudável dos millennials pode se ver em meio a uma crise de pânico ou depressão quando se dá conta de que está vivendo para trabalhar e gastando todo o seu dinheiro em calmantes, indutores de sono e remédios para gastrite”.

Tudo está conectado e vai do profissional para o pessoal facilmente quando se trata de saúde – desconfie de quem diz que não está.

Igualdade

Ao lidar com diferenças, o essencial é ter respeito e colaboração. “Seres humanos são múltiplos e isso inclui pessoas com doenças agudas e crônicas, pessoas com necessidades especiais, pessoas de diferentes etnias, gêneros e opções sexuais”, ressalta Anand.

Exija, então, que o local de trabalho cumpra seu papel. “Uma empresa que prepara seus gestores para ouvir e entender essas particularidades deve estar disposta deixar claro e transparente seu posicionamento e combater preconceitos e discriminações”.

Na Eureka Coworking, atendemos a todos os perfis de funcionários da sua empresa, além de promover a integração e conhecimento por meio de atividades coletivas, como cursos, palestras e workshops. Promovemos um ambiente saudável para que todos possam ser autenticamente quem são e trazer conhecimentos da vida para o trabalho e levar aprendizados do ofício para a vida.

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